terça-feira, 22 de novembro de 2011

NOVENÁRIO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - GUARAMIRANGA

N-S-CONCEIÇÃO
PROGRAMAÇÃO FESTA DA IMACULADA CONCEIÇÃO
Dia 27/11 (Domingo) Abertura
06h00min Alvorada com Música, fogos e repique dos sinos
09h00min – Missa das Crianças
17h30min Carreata de Nossa Senhora com bênçãos saindo de Pernambuquinho
Todos os dias
12h00min – Santo Terço
18h30min Ofício de Nossa Senhora
19h00min Missa e novena
Encenação das sete alegrias de Maria
Dia 28/11 (segunda-feira)
Bênção da Bandeira da Padroeira no Conjunto Frei Domingos procissão e hasteamento
Convidados: Conjuntos Frei Domingos, Santa Edwirges e Manoel de Castro
Parte Social - Bingo
Dia 29/11 (terça-feira)
1ª Alegria de Maria: A anunciação do Anjo Gabriel
Bênção: Dos estudantes
Convidados: As escolas Sonho de Criança e Júlio Holanda
Dia 30/11 (quarta-feira)
2ª Alegria de Maria: A alegria do encontro com Isabel
Bênção: O terço
Convidados: O terço dos Homens de Baturité, Pacoti e Mulungu
Parte Social: Barracas
Dia 01/12 (quinta-feira)
3ª Alegria de Maria: O cântico alegre de Maria
Bênção: dos enfermos
Convidados: Todos os idosos e Grupo da Melhor Idade
Parte Social: Barracas
Dia 02/12 (sexta-feira)
4ª Alegria de Maria: O nascimento de Jesus
Benção: Das famílias
Convidados: O grupo dos casais e todas as famílias.
Parte Social: Por conta do Grupo de casais
Dia 03/12 (sábado)
5ª Alegria de Maria: Alegria da missão de Jesus 1° milagre de Jesus
Bênção: Bênção das Comunidades
Convidados: Todas as comunidades
Parte Social: Leilão na Praça da Matriz
Dia 04/12 (Domingo)
Reprise da Coroação de Nossa Senhora (Grupo de Pernambuquinho)
Convidados: Os jovens e as crianças da catequese


HISTÓRICO DA PARÓQUIA
Conforme o Calendário Oficial do Estado do Ceará, CALENDÁRIO HISTÓRICO DO CEARÁ - SECULT, 35 municípios do interior cearense têm Nossa Senhora da Conceição como padroeiro.
Como explicar tamanha devoção? Para isto é necessário voltarmos no tempo, para a Europa da época da Reforma Católica, quando foi fundada a Companhia de Jesus com o fim de divulgar a Doutrina Católica, pregando a obediência, seus membros eram conhecidos como jesuítas e tendo inicialmente a frente Inácio de Loyola.
D. João III, rei de Portugal, implora ao Papa a vinda a seu reino e ao seu acolhimento, parte desses missionários jesuítas, que logo de Portugal se expandiram para a colônia do Brasil, foi quando em 1549 chegaram a Bahia o primeiro grupo de seis missionários jesuítas liderados pelo Padre Manuel da Nóbrega, trazidos pelo governador-geral Tomé de Sousa.
Cinquenta anos mais tarde já tinham implantado vários colégios pelo litoral de Santa Catarina ao Ceará, eram 670 por todo o país, distribuídos em Aldeias e Missões indígenas, colégios e conventos e capelas que na maioria delas levaram a devoção da mãe de Jesus “Nossa Senhora da Conceição”.
No Ceará, seguindo os colonizadores, os jesuítas desceram o rio Jaguaribe e são desta região as capelas mais antigas do Ceará com a devoção de Nossa Senhora da Conceição.
Foi descendo o Vale do Jaguaribe seguindo pela estrada geral do Jaguaribe e depois pelo rio Choró, dominando os índios Tapuias, Paiacos e Canindés, que se alcançou o sertão central, mas para nossa origens, o que interessa é a chegada a Barra do rio Sitiá, hoje Banabuiú, quando em 24 de maio de 1719 iniciou-se a construção da Igreja de N. S. da Conceição da Barra do Sitiá.
Um dos moradores do povoado de Conceição da Barra do Sitiá, era Vitoriano Correia Vieira, natural de Russas, sendo os “Correia Vieira” um dos ramo da família “Montes” tão célebre no Jaguaribe pela luta com a família “Feitosa”.
Vitoriano Correia Vieira logo adquiriu do posseiro Francisco Felix uma faixa de terra no alto da Serra, que o denominou de Sitio Conceição, sua intenção era aqui residir, mas as adversidades naturais do lugar o fizeram desistir da ideia, como era muito religioso, mandou construir uma pequena capela com a semelhança e devoção da de Conceição da Barra do Sitiá e em 1845 doou a freguesia de Baturité uma grande faixa de terra que ia do Sítio Macapá ao Sítio Mungua­ípe, entre os Sítios Guaramiranga e Bom Sucesso.
A partir desta capela surgiu o Povoado de Conceição e com o crescimento necessitou-se de elevar a categoria de Matriz. Neste sentido foi apresentado a Assembleia Provincial um projeto de lei (de nº 17) que depois de aprovado transformou-se na Lei nº 1.580 de 18 de setembro de 1873.
A nova Freguesia foi canonizada por Dom Luiz Antônio dos Santos, primeiro Bispo da Província do Ceará, no dia 21 e novembro de 1873, e nesta ocasião foi empossado o primeiro vigário, Pe. Joaquim Romualdo de Holanda.
A Capela Matriz de Nossa Senhora da Conceição embora já canonizada e com a categoria de sede, ainda não estava completamente construída e sempre que podia Pe. Romualdo pedia aos sitiantes que doassem materiais para seu acabamento. E assim, aos poucos, a capela ia sendo terminada. Porém, em 1876, Pe. Romualdo foi transferido para a Freguesia de Redenção, e para substituí-lo veio o Pe. Anastácio de Albuquerque Braga; este juntamente com a liderança firme da Ana Bilhar e do devoto Pe. José Leorne Menescal conseguiram junto ao Governo Monárquico e demais lideranças locais, recursos suficientes para a conclusão da capela, foi quando com verbas do governo imperial,  dezenas de flagelados vítimas das secas dos anos de 1877-80 trabalharam na reconstrução final da Capela de Nossa Senhora da Conceição.

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